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30 de set de 2010

Caio Fernando Abreu (excerto)

(...) Qualquer pessoa viciada em cinema (como Cecilia e eu) sabe desse pequeno segredo, tão profundo quanto inconfessável: vai-se ao cinema para viver o que a vida não dá. (...) A princípio, não compreendi a relação. Agora, suponho que sim: tanto o filme quanto o poema ou a música falam dessa nossa louca necessidade de ilusão. Porque a imaginação do homem foi feita, acho, para imensamente mais do que aquilo que o cotidiano oferece. (...)

Caio Fernando Abreu
sobre: A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen

26 de set de 2010

After A While ...

After a while you learn the subtle difference
Between holding a hand and sharing a life
And you learn that love doesn't mean possession
And company doesn't mean security
And loneliness is universal.
And you learn that kisses aren't contracts
And presents aren't promises
And you begin to accept your defeats
With your head up and your eyes open
With the grace of a woman, not the grief of a child.
And you learn to build your hope on today
As the future has a way of falling apart in mid-flight
Because tomorrow's ground can be too uncertain for plans
Yet, each step taken in a new direction creates a path
Toward the promise of a brighter dawn.
And you learn that even sunshine burns
If you get too much
So you plant your own garden and nourish your own soul
Instead of waiting for someone to bring you flowers.
And you learn that love,
True love,
Always has joys and sorrows
Seems ever present, yet is never quite the same
Becoming more than love and less than love
So difficult to define.
And you learn that through it all
You really can endure
That you really are strong
That you do have value
And you learn and grow
With every goodbye
You learn.

Veronica Shoffstall


Depois de algum tempo

Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença
entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa se apoiar
e que companhia nem sempre significa segurança.
E você aprende que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E você começa a aceitar suas derrotas
com cabeça erguida e olhos adiante,
com a leveza de uma mulher, não a tristeza de uma criança.
E você aprende a construir as suas estradas hoje
porque o terreno do amanhã é incerto demais para planos
e futuros têm o hábito de cair em meio ao vôo.

Depois de um tempo você aprende que mesmo a luz do sol queima
se você tiver muito dela.

Aí você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode aguentar
que você realmente é forte
e que você realmente tem valor.
E você aprende e você aprende...
com cada adeus você aprende.

Veronica Shoffstall
Tradução de Luiz Felipe Coelho

1 de set de 2010

Caio Fernando Abreu (excerto)


"Acordei sem a menor dificuldade, espiei a rua em silêncio,
muito limpa, as azaléias vermelhas e brancas todas floridas.
Parecia que alguém tinha recém pintado o céu, de tão azul.
Respirei fundo.
O ar puro da cidade lavava meus pulmões por dentro.
Setembro estava chegando enfim..."

(Caio Fernando Abreu)